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Eu Sou - videira verdadeira Imprimir E-mail

“Eu Sou a videira verdadeira...” (Jo 15:1)

Esta é a sétima vez no Evangelho de João que encontramos o Senhor Jesus falando de Si mesmo como “Eu sou”. Aqui ele é a videira verdadeira. O que está em vista não é a necessidade do incrédulo precisando de Cristo para satisfazer seus anseios espirituais. Aqui, o que está em vista é a necessidade do salvo precisando de Cristo para lhe capacitar a produzir fruto. Repare alguns detalhes importantes no contexto desse versículo.

a) Contraste – “Eu sou a videira verdadeira” (v. 1). No VT, a nação de Israel era a videira de onde o Senhor esperava receber frutos (Sl 80:8-11; Is 5:7). No entanto, a nação falhou nesta responsabilidade, e não produziu o que Deus esperava (Is 5:1, 2).

Em contraste com isso, o Senhor Jesus é a “videira verdadeira”. Esta expressão sugere duas coisas. Primeiro, que a nação de Israel era, como videira, uma figura, enquanto o Senhor Jesus é a realidade. Segundo, que enquanto a nação de Israel falhou no seu propósito de produzir fruto para Deus, o Senhor Jesus nunca falhou. O pai, como Lavrador, sempre encontrou nEle os frutos do Seu prazer.

b) Comunhão – “Toda vara em Mim” (v. 2), “estai em Mim” (v. 4), “quem está em Mim” (v. 5), “se vós estiverdes em Mim” (v. 7). Estes e outros versículos mostram um princípio normal na natureza: os frutos de uma árvore (ou alguma planta) ficam nos seus ramos, mas os ramos precisam estar ligados ao caule para receber a seiva e produzir fruto. Em outras palavras, sem Cristo, nada podemos fazer (v. 5).

Não é possível produzir fruto sem primeiro ter sido salvo e estar ligado a Ele. O Senhor Jesus é a videira, os salvos são os ramos. Os frutos que Cristo produz no mundo, hoje, são evidenciados na vida daqueles que já creram nEle.

c) Crescimento – “fruto, mais fruto, muito fruto”. Aquele que está em Cristo, ligado a Ele e em plena comunhão com Ele, desfruta de um crescimento progressivo e evidente. Ele começa produzindo “fruto” (vs. 2, 4), aumenta sua produção para “mais fruto” (v. 2) e chega ao fim da vida produzindo “muito fruto” (vs. 5, 8).

d) Condescendência – “gozo, amor, paz”. No ensino do Senhor aos discípulos antes de ser preso (que inclui o cap. 15), Ele mencionou três coisas que são dEle, mas produzidas e evidencias em nós: “minha paz” (Jo 14:27), “meu amor” (Jo 15:10), “meu gozo” (Jo 15:11). Estes são os três primeiros aspectos do fruto do Espírito em Gl 5:22. Repare também os pronomes “Minha, Meu”. Os frutos são dEle, mas graciosamente Ele os concede a nós. Quanto mais perto de Cristo um salvo estiver, mais fruto que glorifica a Deus ele produzirá.

Como é importante reconhecer que nossa produção de fruto depende dEle!